A Serra do Espinhaço é a maior cadeia de montanhas do Brasil, com cerca de 1.200 km de extensão, atravessando os estados de Minas Gerais e Bahia. Em Minas Gerais, ela funciona como um divisor entre importantes bacias hidrográficas: a do rio São Francisco, a oeste, e as bacias que drenam para o oceano Atlântico, como as dos rios Doce e Jequitinhonha. Além de atuar como importante divisor de águas, o Espinhaço também funciona como uma barreira natural entre o Cerrado e a Mata Atlântica, dois dos principais e mais ameaçados biomas brasileiros. Sua grande variação de altitudes e a diversidade ambiental, especialmente em relação aos tipos de solos, criou condições únicas para o estabelecimento de uma ampla variedade de paisagens e tipos de vegetação. Dentre elas, os campos rupestres se destacam por sua biodiversidade extraordinária, embora estejam entre os ambientes mais ameaçados da região.
O Espinhaço funciona como um divisor de aguas, separando a bacia hidrográfica rio São Francisco, a oeste, e as bacias que drenam para o oceano Atlântico, como as dos rios Doce e Jequitinhonha e de Contas. Além disso, também funciona como uma barreira natural entre o Cerrado e a Mata Atlântica, dois dos mais ameaçados ecossistemas do mundo, além de estar inserida, na sua porção norte, na semiárida Caatinga.
De uma perspectiva continental, as terras alta do Espinhaço podem ser consideradas um conjunto de ilhas de altitude cercada por um oceano de vales e áreas de menor altitude. Devido ao seu isolamento, o Espinhaço abrigado uma biota única.
A grande variação de altitudes e a diversidade ambiental, especialmente em relação aos tipos de solos, criou condições únicas para o estabelecimento de uma ampla variedade de paisagens e tipos de vegetação (campos rupestres, matas de galeria, matas nebulares, cerrados, veredas).
O Espinhaço mineiro possui uma herpetofauna única e riquíssima. Atualmente, são conhecidas 27 espécies endêmicas do Espinhaço em Minas Gerais, incluindo a região do Quadrilátero Ferrífero. Quanto aos répteis, há ao menos oito espécies de lagartos e serpentes endêmicas do Espinhaço mineiro.
Além do expressivo número de espécies endêmicas, o Espinhaço abriga um grande número de espécies da herpetofauna ameaçadas de extinção. Por esse motivo, a Serra do Espinhaço conta com um PAN exclusivo: o Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Serra do Espinhaço em Minas Gerais.
Um Plano de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PAN) é um instrumento governamental de gestão, construído de forma participativa, para o ordenamento e a priorização de ações de conservação da biodiversidade. Os PANs foram criados para atender a Resolução CONABIO nº 6, de 03 de setembro de 2013, que dispõe sobre as Metas Nacionais de Biodiversidade, incluindo a redução significativa do risco de extinção de espécies ameaçadas e a melhoria de sua situação de conservação. Atualmente, o Brasil conta com 42 PANs, contemplando 1022 espécie ameaçadas. Os PANs são coordenados pelo ICMBio.
O PAN para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Serra do Espinhaço em Minas Gerais (PAN Herpetofauna do Espinhaço) teve seu 1º ciclo realizado entre 2012 e 2017. Neste ciclo, a área de abrangência do PAN incluía todo a extensão do Espinhaço, em Minas Gerais e na Bahia. A partir de 2018, com o início do 2º e atual ciclo de gestão, o PAN teve sua área restringida apenas à Minas Gerais.
PAN Herpetofauna do Espinhaço é coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (ICMBio/RAN) e sua implementação se dá com a participação de uma rede de parceiros, governamentais e de outros setores da sociedade.
As ações de conservação do PAN são organizadas em objetivos específicos, definidos levando-se em consideração as principais ameaças às espécies e aos ecossistemas. O PAN Herpetofauna do Espinhaço, em seu 2º ciclo, possui seis objetivos específicos (OE).
OE1: Ampliação de pesquisas que gerem conhecimentos sobre as espécies contempladas
OE2: Contribuição para o alcance dos objetivos das UCs, ampliando e fortalecendo a atuação destas na conservação das espécies contempladas
OE3: Capacitação e mobilização da comunidade local e agentes multiplicadores sobre a importância da proteção das espécies contempladas e seus habitat
OE4: Ampliação e intensificação da divulgação para a sociedade de informações sobre as espécies contempladas e das atividades do PAN
OE5: Fortalecimento das políticas públicas relacionadas ao uso e ocupação do solo e à utilização dos recursos hídricos em áreas de ocorrência das espécies contempladas
OE6: Estabelecimento e implementação de medidas visando a melhoria da qualidade e conectividade do habitat nas áreas estratégicas para conservação das espécies contempladas
A IUCN (International Union for Conservation of Nature) é uma organização global dedicada à conservação da natureza e responsável pela criação da metodologia de avaliação utilizada para elaboração de listas vermelhas ao redor do mundo, incluindo no Brasil. A IUCN estabelece critérios e categorias que determinam o nível de risco de extinção de uma espécie, garantindo uma avaliação padronizada e científica. Uma espécie é considerada ameaçada de extinção quando enfrenta um risco elevado de desaparecer na natureza. Essa definição baseia-se em critérios quantitativos, como declínio populacional, distribuição geográfica restrita, fragmentação do habitat e impactos antrópicos. Segundo a IUCN, espécies ameaçadas são classificadas em uma das seguintes categorias: Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) ou Criticamente em Perigo (CR).
As espécies-alvo do PAN Espinhaço são aquelas ameaçadas, conforme a Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (MMA, 2022). Além disso, são consideradas espécies beneficiadas classificadas na categoria Quase Ameaçada, segundo a avaliação nacional ou listadas como ameaçadas a nível estadual, segundo a Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna do Estado de Minas Gerais (COPAM, 2010).
Como as listas de espécies ameaçadas são revisadas e atualizadas periodicamente, as espécies-alvo e beneficiadas do PAN podem mudar ao longo do tempo. A última revisão Lista Nacional de Anfíbios Ameaçadas de Extinção foi homologada em 2022. A última revisão da lista de répteis ainda não foi homologada, mas está prevista para 2025. Assim, já consideramos aqui como alvo ou beneficiada, as espécie de répteis que ocorrem no Espinhaço e que estarão em categorias de ameaça ou quase ameaça quando o nova Lista Nacional for homologada.
Devido ao seu território pequeno em comparação com outros PANs e à participação de instituições e pessoas de diversos setores da sociedade, o PAN Herpetofauna do Espinhaço acumula indicadores notáveis. Quase metade das ações já foi concluída, evidenciando a viabilidade das estratégias adotadas, o dimensionamento adequado das metas e o forte engajamento de seus coordenadores e articuladores. No entanto, a conservação de espécies demanda vigilância contínua e esforços permanentes. Em face das ameaças cada vez mais iminentes, as ações do PAN Herpetofauna do Espinhaço não são apenas necessárias, são urgentes e indispensáveis para garantir a sobrevivência das espécies e a integridade dessa extraordinária cadeia de montanhas.
A Serra do Espinhaço é a maior cadeia de montanhas do Brasil, com cerca de 1.200 km de extensão, atravessando os estados de Minas Gerais e Bahia. Em Minas Gerais, ela funciona como um divisor entre importantes bacias hidrográficas: a do rio São Francisco, a oeste, e as bacias que drenam para o oceano Atlântico, como as dos rios Doce e Jequitinhonha. Além de atuar como importante divisor de águas, o Espinhaço também funciona como uma barreira natural entre o Cerrado e a Mata Atlântica, dois dos principais e mais ameaçados biomas brasileiros. Sua grande variação de altitudes e a diversidade ambiental, especialmente em relação aos tipos de solos, criou condições únicas para o estabelecimento de uma ampla variedade de paisagens e tipos de vegetação. Dentre elas, os campos rupestres se destacam por sua biodiversidade extraordinária, embora estejam entre os ambientes mais ameaçados da região.
O Espinhaço funciona como um divisor de aguas, separando a bacia hidrográfica rio São Francisco, a oeste, e as bacias que drenam para o oceano Atlântico, como as dos rios Doce e Jequitinhonha e de Contas. Além disso, também funciona como uma barreira natural entre o Cerrado e a Mata Atlântica, dois dos mais ameaçados ecossistemas do mundo, além de estar inserida, na sua porção norte, na semiárida Caatinga.
De uma perspectiva continental, as terras alta do Espinhaço podem ser consideradas um conjunto de ilhas de altitude cercada por um oceano de vales e áreas de menor altitude. Devido ao seu isolamento, o Espinhaço abrigado uma biota única.
A grande variação de altitudes e a diversidade ambiental, especialmente em relação aos tipos de solos, criou condições únicas para o estabelecimento de uma ampla variedade de paisagens e tipos de vegetação (campos rupestres, matas de galeria, matas nebulares, cerrados, veredas).
O Espinhaço mineiro possui uma herpetofauna única e riquíssima. Atualmente, são conhecidas 27 espécies endêmicas do Espinhaço em Minas Gerais, incluindo a região do Quadrilátero Ferrífero. Quanto aos répteis, há ao menos oito espécies de lagartos e serpentes endêmicas do Espinhaço mineiro.
Além do expressivo número de espécies endêmicas, o Espinhaço abriga um grande número de espécies da herpetofauna ameaçadas de extinção. Por esse motivo, a Serra do Espinhaço conta com um PAN exclusivo: o Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Serra do Espinhaço em Minas Gerais.Um Plano de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PAN) é um instrumento governamental de gestão, construído de forma participativa, para o ordenamento e a priorização de ações de conservação da biodiversidade. Os PANs foram criados para atender a Resolução CONABIO nº 6, de 03 de setembro de 2013, que dispõe sobre as Metas Nacionais de Biodiversidade, incluindo a redução significativa do risco de extinção de espécies ameaçadas e a melhoria de sua situação de conservação. Atualmente, o Brasil conta com 42 PANs, contemplando 1022 espécie ameaçadas. Os PANs são coordenados pelo ICMBio.
O PAN para Conservação da Herpetofauna Ameaçada da Serra do Espinhaço em Minas Gerais (PAN Herpetofauna do Espinhaço) teve seu 1º ciclo realizado entre 2012 e 2017. Neste ciclo, a área de abrangência do PAN incluía todo a extensão do Espinhaço, em Minas Gerais e na Bahia. A partir de 2018, com o início do 2º e atual ciclo de gestão, o PAN teve sua área restringida apenas à Minas Gerais.
PAN Herpetofauna do Espinhaço é coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (ICMBio/RAN) e sua implementação se dá com a participação de uma rede de parceiros, governamentais e de outros setores da sociedade
As ações de conservação do PAN são organizadas em objetivos específicos, definidos levando-se em consideração as principais ameaças às espécies e aos ecossistemas. O PAN Herpetofauna do Espinhaço, em seu 2º ciclo, possui seis objetivos específicos (OE).
OE1: Ampliação de pesquisas que gerem conhecimentos sobre as espécies contempladas
OE2: Contribuição para o alcance dos objetivos das UCs, ampliando e fortalecendo a atuação destas na conservação das espécies contempladas
OE3: Capacitação e mobilização da comunidade local e agentes multiplicadores sobre a importância da proteção das espécies contempladas e seus habitat
OE4: Ampliação e intensificação da divulgação para a sociedade de informações sobre as espécies contempladas e das atividades do PAN
OE5: Fortalecimento das políticas públicas relacionadas ao uso e ocupação do solo e à utilização dos recursos hídricos em áreas de ocorrência das espécies contempladas
OE6: Estabelecimento e implementação de medidas visando a melhoria da qualidade e conectividade do habitat nas áreas estratégicas para conservação das espécies contempladas
A IUCN (International Union for Conservation of Nature) é uma organização global dedicada à conservação da natureza e responsável pela criação da metodologia de avaliação utilizada para elaboração de listas vermelhas ao redor do mundo, incluindo no Brasil. A IUCN estabelece critérios e categorias que determinam o nível de risco de extinção de uma espécie, garantindo uma avaliação padronizada e científica. Uma espécie é considerada ameaçada de extinção quando enfrenta um risco elevado de desaparecer na natureza. Essa definição baseia-se em critérios quantitativos, como declínio populacional, distribuição geográfica restrita, fragmentação do habitat e impactos antrópicos. Segundo a IUCN, espécies ameaçadas são classificadas em uma das seguintes categorias: Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) ou Criticamente em Perigo (CR).
Devido ao seu território pequeno em comparação com outros PANs e à participação de instituições e pessoas de diversos setores da sociedade, o PAN Herpetofauna do Espinhaço acumula indicadores notáveis. Quase metade das ações já foi concluída, evidenciando a viabilidade das estratégias adotadas, o dimensionamento adequado das metas e o forte engajamento de seus coordenadores e articuladores. No entanto, a conservação de espécies demanda vigilância contínua e esforços permanentes. Em face das ameaças cada vez mais iminentes, as ações do PAN Herpetofauna do Espinhaço não são apenas necessárias, são urgentes e indispensáveis para garantir a sobrevivência das espécies e a integridade dessa extraordinária cadeia de montanhas.