Ordem:
Família:

Anura

Phyllomedusidae

Pithecopus rusticus

Ainda não encontramos.

Status de conservação:

IUCN:

Lista Nacional:

Projetos e ações

Ainda não encontramos.

Unidades de conservação

Ainda não encontramos.

DESCRIÇÃO​

Pithecopus rusticus apresenta aspecto esguio de forma geral. O focinho é quase arredondado a truncado em vista lateral e vertical a obtuso em vista dorsal. A região loreal é côncava e as narinas são pequenas, circulares e estão direcionadas anterolateralmente. São mais próximas do focinho do que dos olhos. Os olhos são grandes, circulares e posicionados laterofrontalmente, com pupilas verticalmente elípticas. O tímpano é quase circular, seu diâmetro corresponde aproximadamente a metade do diâmetro do olho e uma fraca dobra supratimpânica encontra-se presente. Glândulas paratoides são indistinguíveis. Os braços são esguios e os antebraços robustos. Não apresentam membranas interdigitais e o tamanho relativo dos dedos é I<II<IV<III. Os discos adesivos são pouco desenvolvidos e menores que o diâmetro do tímpano. O dedo I possui base robusta e é opositor aos demais. As pernas são curtas, ligeiramente robustas. O comprimento da coxa é um pouco maior que o da tíbia. Apêndice calcar e dobra tarsal ausentes. Os pés possuem dedos finos, com membranas e franjas ausentes e discos adesivos pouco desenvolvidos. O tamanho relativo dos dedos é II<I=III<V<IV e os dedos I e II são opositores aos demais. A textura da pele do dorso é lisa. A pele ventral da região da barriga e garganta possui textura granular. A superfície ventral das coxas é granular anteriormente e lisa posteriormente. A região cloacal é moderadamente glandulosa. Abertura cloacal não modificada. Coloração – O dorso e as superfícies dorsais do antebraço, coxa, tarso e pé possuem coloração verde claro, oliva ou marrom esverdeado. Os flancos, as regiões ocultas dos braços e pernas e a superfície dorsal das mãos e pés são laranja-creme com reticulações pretas ou azul escuras. A superfície dorsal da coxa possui uma faixa verde estreita que se afila em direção a virilha. A região inguinal e axial possui reticulações pretas ou azul escuras e manchas circulares de cor laranja avermelhado. Membrana timpânica verde assim como o dorso. A borda posterior da maxila e margem da pálpebra inferior apresentam uma fina linha clara com reticulações. A íris possui coloração prateada com finas reticulações escuras e a pupila é preta. Girino – O corpo é ovalado em vista dorsal e triangular em vista lateral. O focinho é ligeiramente truncado em vistas lateral e dorsal. As narinas possuem formato oval, estão situadas anterolateralmente e são mais próximas do focinho do que dos olhos. Os olhos estão posicionados lateralmente. O espiráculo é ventral, sinistral (à esquerda do corpo), curto e largo, direcionado posteriormente e com abertura no terço médio do corpo. A parede interna é ausente. O tubo ventral é dextral (à direita do corpo), curto e estreito, direcionado posteriormente e fundido a nadadeira ventral. A abertura é livre. A cauda é mais longa e mais alta que o corpo, curvada em direção à superfície ventral e possui flagelo. A musculatura é mais alta do que larga e é bem desenvolvida ao longo da cauda. A nadadeira dorsal é mais baixa que a ventral. A nadadeira dorsal inicia no terço posterior do corpo, tendo origem anterior a junção corpo-cauda e se estende até a ponta. A nadadeira ventral origina anteriormente ao tubo ventral e se estende até a ponta da cauda. O sistema da linha lateral não é visível. Disco oral anteroventral, direcionado anteriormente e não emarginado. Uma única fileira de papilas marginais alternadas no lábio inferior e porção lateral presente. As papilas submarginais não formam fileiras e se encontram lateralmente agregadas. LTRF=2(2)/3(1).

Localidade Tipo:

Município de Água Doce, Santa Catarina, Brasil

Holótipo

UFMG13360

Parátipos

UFMG13353-13359; UFMG13361-13362; UFMG 1585; CAUC0864-0865

Artigo de descrição

Variações da espécie / Morfotipos

Período de atividade:

Habitat

Ainda não encontramos.

Tamanho

Abundância

Toxina

UFMG13353-13359; UFMG13361-13362; UFMG 1585; CAUC0864-0865

Ecologia e história natural

Machos de Pithecopus rusticus foram encontrados empoleirados em arbustos próximos ao chão, quando em atividade reprodutiva, geralmente perto de corpos d’água. Os adultos depositam os ovos em folhas de Senecio bonariensis Hook & Arm, na margem de poças sobre a superfície da água. Quando manuseada, a espécie realiza o “contracting”, ou seja, o encolhimento do corpo, que tem como função evitar injúrias no momento em que anuro está sendo ingerido por um predador. Ao realizar este comportamento, o indivíduo permanece imóvel, na maioria das vezes com os olhos fechados e membros mantidos próximos ao corpo (quando manuseados, se estendermos algum membro, o mesmo retorna à posição contraída imediatamente). Alguns indivíduos podem arquear o corpo e dobrar a cabeça ventralmente. Modo 24: Desova aérea em que girinos exotróficos eclodem dos ovos e caem em corpos d’água lênticos. Os machos são encontrados vocalizando empoleirados em arbustos próximos ao chão e ao redor de poças. O canto de anúncio é composto por uma nota curta, emitida esporadicamente com duração 0.003 ± 0.002 ms (0.019–0.033 ms). A duração e o número de notas emitidas foram similares aos das espécies filogeneticamente próximas. Mais informações sobre o canto de anúncio da espécie estão no artigo de Boschetti, et al. (2019). Dois cantos territoriais foram descritos para P. rusticus.

Ameaças

A espécie é considerada rara e foi descrita a pouco tempo. Faltam estudos sobre P. rusticus para compreender seu real status de conservação.

Etnobiologia

Não foram encontrados estudos sobre a etnobiologia da espécie.

Tipos de Ambientes

A espécie é encontrada em uma área de Mata Atlântica que contém mosaicos de Florestas de Araucária e pastagens naturais, com áreas pantanosas distintas e trechos de Floresta Tropical Mista.

Galeria de ambientes

Biomas / Eco-regiões

Vocalização

Descrição do canto

Ainda não encontramos

Variações de canto

Reprodução

Machos de Pithecopus rusticus foram encontrados empoleirados em arbustos próximos ao chão, quando em atividade reprodutiva, geralmente perto de corpos d’água. Os adultos depositam os ovos em folhas de Senecio bonariensis Hook & Arm, na margem de poças sobre a superfície da água. Quando manuseada, a espécie realiza o “contracting”, ou seja, o encolhimento do corpo, que tem como função evitar injúrias no momento em que anuro está sendo ingerido por um predador. Ao realizar este comportamento, o indivíduo permanece imóvel, na maioria das vezes com os olhos fechados e membros mantidos próximos ao corpo (quando manuseados, se estendermos algum membro, o mesmo retorna à posição contraída imediatamente). Alguns indivíduos podem arquear o corpo e dobrar a cabeça ventralmente. Modo 24: Desova aérea em que girinos exotróficos eclodem dos ovos e caem em corpos d’água lênticos. Os machos são encontrados vocalizando empoleirados em arbustos próximos ao chão e ao redor de poças. O canto de anúncio é composto por uma nota curta, emitida esporadicamente com duração 0.003 ± 0.002 ms (0.019–0.033 ms). A duração e o número de notas emitidas foram similares aos das espécies filogeneticamente próximas. Mais informações sobre o canto de anúncio da espécie estão no artigo de Boschetti, et al. (2019). Dois cantos territoriais foram descritos para P. rusticus.

Sítios reprodutivos

Modo reprodutivo

Época reprodutiva

Janeiro

Tipo de desenvolvimento

Indireto, ou seja, com a presença de girinos.

Girinos

História Natural

Ainda não encontramos.
Ainda não encontramos.
Ainda não encontramos.

Morfologia

Ainda não encontramos.
Ainda não encontramos.
Ainda não encontramos.
Ainda não encontramos.
Ainda não encontramos.
Ainda não encontramos.
Ainda não encontramos.
Ainda não encontramos.

Créditos

Fotografias

Ilustrações

Gabriela Luiza de Deus

Vocalizações

Colaborador da página

Iasodhara Rodrigues Freire VIA: Universidade Federal de Minas Gerais
Bastiani, V. I. M., Boschetti, J. P., Santos, T. G., Lucas, E. M. (2019). Tadpole of Pithecopus rusticus (Bruschi, Lucas, Garcia & Recco-Pimentel, 2014) (Anura, Phyllomedusidae): description of external morphology and natural history notes of a microendemic species. Biota Neotropica. 19(1): e20180570; Boschetti, J.P., De Bastiani, V.I.M., Lingnau, R. and Lucas, E.M. (2019). Bioacoustics of Pithecopus rusticus (Anura, Phyllomedusidae): A Rare Species Possibly Threatened with Extinction. South American Journal of Herpetology 14(3), 196-203; Bruschi D.P., Lucas E.M., Garcia P.C.A., Recco-Pimentel S.M. (2014). Molecular and Morphological Evidence Reveals a New Species in the Phyllomedusa hypochondrialis Group (Hylidae, Phyllomedusinae) from the Atlantic Forest of the Highlands of Southern Brazil. PLoS ONE 9(8): e105608. doi:10.1371/journal.pone.0105608; Frost, D.R. (2020). Amphibian Species of the World: An Online Reference. Version 6.0. American Museum of Natural History, New York, USA. Available from: http://research.amnh.org/herpetology/amphibia/index.html (accessed 9 June 2020); Haddad, C.F.B., Prado, C.P.A. (2005). Reproductive modes in frogs and their unexpected diversity in the Atlantic Forest of Brazil. BioScience. 55, 207–217; Toledo, L.F., Sazima, I., Haddad, C.F.B. (2010). Is it all death feigning? Case in anurans. Journal of Natural History. 44, 1979–1988; Toledo, L.F., Sazima, I., Haddad, C.F.B. (2011). Behavioral defences of anurans: an overview. Ethology, Ecology and Evolution. 23, 1–25.