PAN ESPINHAÇO
1º CICLO

Mini resumo sobre o PAN – ano de criação e finalização do 1 ciclo

Biodiversidade na Serra do Espinhaço

Na cadeia do Espinhaço, particularmente na Serra do Cipó, encontra-se o maior grau de endemismo da flora brasileira e um notável endemismo da fauna (Giulietti & Pirani 1988; Leite et al. 2008a). Com um imenso manancial, apresenta-se como um importante divisor de águas entre as Bacias do rio São Francisco e outros rios que drenam diretamente para o Atlântico.

A vegetação nomeada como Campos Rupestres distingue a Serra do Espinhaço de outras regiões do mundo. Localizada acima de 900 metros, esses campos floridos se formam sobre solos rasos, pedregosos ou arenosos em altiplanos atravessados por rios e exuberantes cachoeiras que cortam blocos rochosos de grandes dimensões (Menezes & Giulietti 1986; Alves et al. 2014).

Os campos rupestres são formados por ricos mosaicos de comunidades vegetais sob controle do relevo local, natureza do substrato e microclima, cujo conhecimento é ainda incipiente devido à sua megadiversidade e complexidade. É um ecossistema extremamente frágil e de baixa resiliência. Uma vez rompido o delicado elo desta vegetação com o ambiente, parece haver poucas chances de ocorrer uma regeneração espontânea (Menezes & Giulietti 1986; Negreiros 2004).

As características biológicas e geomorfológicas do maciço do Espinhaço oferecem condições excepcionais para o desenvolvimento de pesquisas científicas. São especialmente importantes aquelas que visam estudos de fluxo gênico entre suas diversas regiões, bem como as ações para facilitar esse fluxo através da implantação de corredores ecológicos e mosaicos de unidades de conservação.

Herpetofauna na Serra do Espinhaço

Ao mesmo tempo em que o difícil acesso permitiu que algumas áreas do Espinhaço se mantivessem preservadas, ele também dificultou que grandes coletas de anfíbios e répteis fossem feitas na região. No sec. XIX alguns naturalistas visitaram o Espinhaço, como Friedrich Sellow, Heinrich von Langsdorff, Hermann Burmeister, Johann Spix e Karl Martius, e Johannes Reinhardt (Papavero 1971, 1973). Porém, poucas espécies foram descritas nesse período com base em material oriundo da cordilheira, como o lagarto Heterodactylus lundii (Reinhardt & Lütken 1862).

Foi durante as décadas de 1960 e 1970 que a maior parte das espécies de anfíbios endêmicas da porção sul do Espinhaço foram identificadas e/ou descritas, por Werner Bokermann e Ivan Sazima (Bokermann 1956, 1964, Bokermann & Sazima 1973a, 1973b, 1978; Sazima & Bokermann 1977). No que diz respeito aos répteis, houve descrições isoladas de algumas espécies entre as décadas de 1960 e 1980, como Placosoma cipoense (Cunha 1966), Anotosaura brachylepis (Dixon 1974) e Gymnodactylus guttulatus (Vanzolini 1982). Destaque deve ser dado às coletas e descrições de lagartos realizadas por Miguel Trefaut Rodrigues e sua equipe a partir de 1981 (e.g. Rodrigues 1981, 1987; Mott et al. 2008; Cassimiro & Rodrigues 2009; Rodrigues et al. 2009).

Como consequência da nossa ignorância, sabemos ainda muito pouco acerca da taxonomia, distribuição geográfica, biologia e, consequentemente, do status de conservação de muitas espécies da herpetofauna do Espinhaço. Contudo, tal panorama vem mudando. Importantes trabalhos de ecologia de comunidades (e.g. Eterovick & Sazima 2000; Eterovick & Fernandes 2001; Cabral Eterovick & Souza Barros 2003; Oliveira & Eterovick 2009; Eterovick et al. 2010), inventários (e.g. Canelas & Bertoluci 2007; Bertoluci et al. 2009; São-Pedro & Feio 2011; Linares & Eterovick 2013) e história natural (e.g. Tattersall 2006; Leite et al. 2008b; Filogonio et al. 2010; Righi et al. 2012) foram publicados nos últimos anos e têm contribuído para aumentar o conhecimento sobre a herpetofauna do Espinhaço. Dez espécies de anuros (Cassimiro et al. 2008; Caramaschi et al. 2009; Lourenço et al. 2009; Cassini et al. 2010; Maciel & Nunes 2010; Leite et al. 2011, 2012; Napoli et al. 2011; Pombal et al. 2012; Teixeira Jr. et al. 2012) e onze de répteis (Mott et al. 2008; Cassimiro & Rodrigues 2009; Rodrigues et al. 2009a, 2009b; Pinto & Fernandes 2012; Passos et al. 2013; Arias et al. 2014; Fernandes & Hamdan 2014; Costa et al. 2015b) endêmicas do Espinhaço foram descritas nos últimos cinco anos, muitas delas fruto do trabalho de novos taxonomistas. Ainda assim, o pequeno número de pesquisadores em relação à extensa área e o grande número de espécies a ser estudada, aliado ao tímido apoio institucional e de órgãos de fomento à pesquisa básica – como a taxonomia e história natural – muitas vezes taxada de pouco relevante, fazem com que a rica diversidade dessa cadeia de montanhas seja ainda pouco conhecida.

O conhecimento atual permite, contudo, afirmar que a Serra do Espinhaço abriga uma herpetofauna extremamente rica, incluindo espécies endêmicas, de ampla distribuição ou típicas de cada um dos biomas nos quais está inserida (i.e. Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga) (Leite et al. 2008a). São conhecidas 162 espécies de anuros na Serra do Espinhaço, das quais 47 espécies são endêmicas (Leite 2012). Esse número é certamente subestimado, visto que muitas espécies endêmicas ainda aguardam por descrições formais. Destaque pode ser dado ao grupo de Bokermannohyla pseudopseudis; seis das nove espécies desse grupo são endêmicas do Espinhaço, sendo esta a região com o maior número de espécies do grupo. Para os répteis, cálculos preliminares apontam a presença de 193 espécies, das quais 19 são endêmicas (Henrique Costa, obs. pess.). Assim como no caso de anfíbios, esses valores tendem a aumentar, uma vez que alguns táxons ainda aguardam descrição formal. Lagartos constituem a maior parcela de répteis endêmicos do Espinhaço (13 spp.), seguido das serpentes (4 spp.) e anfisbenas (2 spp.).

Alguns táxons da herpetofauna do Espinhaço merecem atenção por apresentarem distribuição conhecida restrita à localidade tipo, como Amphisbaena metallurga, A. uroxena, Enyalius erythroceneus, Gymnodactylus vanzolinii, Heterodactylus septentrionalis (Figura 2), Tropidurus mucujensis, Bokermannohyla juiju, Corythomantis galeata, Proceratophrys redacta e Scinax pinima.

<FOTO>

( –Heterodactylus septentrionalis, espécie conhecida apenas para Mucugê (Bahia), na Chapada Diamantina.
Foto: Mauro Teixeira Júnior )

As regiões que apresentam o maior número de espécies endêmicas são a Serra do Cipó, em Minas Gerais, onde ocorrem 18 endemismos de anuros (Leite et al., 2008b; Leite et al., 2012) e dois de répteis (Passos et al. 2013; Arias et al. 2014), e a porção sul da Chapada Diamantina (Serra do Sincorá e complexo serrano Almas/Barbado), na Bahia, onde ocorrem ao menos seis anuros e sete répteis endêmicos. Outras regiões do Espinhaço que também merecem destaque por abrigar espécies endêmicas da herpetofauna são o Quadrilátero Ferrífero (Pezzuti 2011; Curcio et al. 2012), o Pico do Itambé (Barata et al. 2013) e a Serra do Cabral (Drummond et al. 2007; Leite et al. 2011), em Minas Gerais.

Anfíbios e répteis são os grupos de vertebrados com o maior número de espécies endêmicas no Espinhaço. Esses grupos superam em muito o número de espécies endêmicos da região, de peixes (27) (Alves et al. 2008), aves (6) (Bornschein et al. 2007; Vasconcelos et al. 2008; Freitas et al. 2012a), e mamíferos (2) (Lessa et al. 2008). Nesse sentido, a elevada riqueza e a distribuição frequentemente restrita a uma área relativamente pequena, quando comparada à de outros grupos, fazem dos anfíbios e répteis possivelmente os melhores grupos de vertebrados indicadores para o planejamento da conservação do Espinhaço.

Estatísticas do PAN da Herpetofauna do Espinhaço

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Espécies alvo

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Espécies beneficiadas

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Espécies alvo e beneficiadas

Acratosaura spinosa

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Amerotyphlops yonenagae

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Amphisbaena uroxena

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Anotosaura collaris

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Bokermannohyla diamantina

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Bokermannohyla martinsi

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Calyptommatus sinebrachiatus

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Crossodactylodes itambe

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Enyalius erythroceneus

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Gymnodactylus vanzolinii

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Heterodactylus lundii

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Heterodactylus septentrionalis

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Hydromedusa maximiliani

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Leposternon kisteumacheri

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Phalotris concolor

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Philodryas laticeps

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Physalaemus deimaticus

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Physalaemus maximus

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Placosoma cipoense

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Psilophthalmus paeminosus

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Rhachisaurus brachylepis

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Rodriguesophis chui

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Scinax cabralensis

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Psilophthalmus paeminosus

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A Serra do Espinhaço

A área de abrangência do PAN Herpetofauna do Espinhaço engloba toda a Cadeia Montanhosa da Serra do Espinhaço (Eschwege 1822) nos Estados de Minas Gerais e Bahia. As espécies abrangidas pelo plano de ação são, em maioria, endêmicas dessa região. No entanto, algumas possuem uma distribuição mais ampla e ocorrem fora da Serra do Espinhaço, em regiões similares, como Heterodactylus lundii que está presente nos campos rupestres da Serra da Canastra.

Nos primeiros cinco anos de implementação, a área prioritária para execução das ações de conservação do PAN coincide com os limites geográficos e adjacências da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço.

Principais Ameaças

Para a conservação da herpetofauna da Serra do Espinhaço.

Incêndios, animais domésticos, expansão imobiliária e mineração são apenas algumas das ameaças enfrentadas pela herpetofauna sobrevivente na serra do espinhaço.

A Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço (RBSE) destaca-se como uma das regiões de maior exploração mineral do mundo e a primeira zona mineradora no Brasil. Outras atividades apresentam-se representadas no território, tais como a pecuária extensiva, agricultura de subsistência ou familiar e o extrativismo vegetal.

Os principais eixos de desenvolvimento econômicos beneficiados pelo estabelecimento da RBSE são a agricultura familiar, a arte popular, o turismo e a prospecção da biodiversidade, que vem surpreendendo pela quantidade de espécies vegetais comercialmente valiosas, tais como as sempre-vivas e outras plantas ornamentais rupestres; as essências nativas de uso cosmetológico e farmacêutico (pau-d’óleo, almescla, bálsamo, candeia, angico etc.); as fitoterápicas do saber popular listado pelo Ministério da Saúde para uso medicinal, como arnica e barbatimão, encontradas nas zonas de amortecimento da Reserva, entre outras.

O turismo, por sua vez, é capaz de gerar demanda pelos produtos da agricultura familiar e da arte popular, além de fomentar um grande número de iniciativas privadas voltadas para a prestação de serviços. A RBSE possui localização privilegiada em relação aos principais polos emissores de turistas brasileiros. Belo Horizonte encontra-se a 586 km de São Paulo, 434 km do Rio de Janeiro e 716 km de Brasília, distâncias consideradas razoáveis para as dimensões continentais do Brasil. As capitais possuem aeroportos com voos regulares e fretados.

A singularidade da paisagem e a riqueza ambiental da Serra do Espinhaço estão retratadas no número de unidades de conservação com inúmeros atrativos, entre elas os Parques Nacionais das Sempre-Vivas (Figura 3), da Serra do Cipó (Figura 4) e o recém-criado Gandarela; os Parques Estaduais do Itacolomi (Figura 5), Rola Moça, Biribiri (Figura 6), Rio Preto e Pico do Itambé (onde se encontra o ponto culminante da cadeia do Espinhaço, o Pico do Itambé, com 2.020 m de altitude); inúmeros Parques Naturais Municipais, como Salão de Pedras e Ribeirão do Campo (onde se encontra a cachoeira do Tabuleiro, maior de Minas Gerais e terceira maior do Brasil, com 273 m de queda livre) e as Estações Ecológicas do Tripuí e Fechos, onde são desenvolvidas pesquisas e visitação de cunho educativo e científico.

Além dessas áreas formalmente delimitadas, a Serra do Espinhaço possui inúmeros cursos-d’água de pequeno e médio porte com potencial para balneabilidade, esportes ao ar livre e contemplação. Em Minas Gerais, a região elevada do planalto do Espinhaço divide duas depressões: a oeste, a bacia do rio São Francisco e, a leste, as bacias do rio Doce e do Jequitinhonha. Na borda sudoeste desse planalto, denominada Serra do Cipó, as manchas de rochas calcárias são parcialmente dissolvidas pelas águas que as atravessaram, dando origem a grutas e cavernas. Algumas cavidades espeleológicas são famosas, podendo-se citar as da Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira, na região que abriga o Parque Nacional Serra do Cipó, uma das mais importantes unidades de conservação brasileiras.

Alguns sítios arqueológicos estão localizados nos municípios de Diamantina, Conceição do Mato Dentro, Jaboticatubas, Santa Luzia e Santana do Riacho. Outro valor cultural presente na área da Reserva encontra-se nas comunidades quilombolas remanescentes, como a comunidade do Açude na Serra do Cipó. São comunidades culturalmente frágeis que têm recebido pressão por parte da atividade turística e, por este motivo, demandam planejamento adequado e urgente.

Há uma forte tendência de crescimento do turismo na região, principalmente em função da divulgação do Projeto Estrada Real, que tem assumido posição de destaque na mídia nacional com a pretensão de atrair até 2 milhões de visitantes por ano. Os eventos culturais e religiosos atraem número crescente de pessoas. Festivais gastronômicos, festivais culturais de inverno, datas comemorativas, férias escolares e feriados representam os períodos de maior tendência à visitação turística de grande intensidade na área da Reserva.

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