Taxonomia

Ordem: Anura
Família: Odontophrynidae
Grupo: Odontophrynus cultripes
Espécie: Odontophrynus carvalhoi, Savage e Cei, (1965) 

Nome popular: Sapo amendoim 

Nomenclaturas antigas:

Sobre o nome da espécie:

Descrição

Coloração: Superfícies superiores da cabeça, corpo e membros castanho claro, manchadas de marrom escuro; manchas dorsais não bem definidas. Lado da cabeça e lábio superior marcados com manchas escuras definidas e áreas claras alternadas. O ventre é branco amarelado com manchas verdes consideráveis, especialmente na garganta. Savage and Cei (1965)

Informações

Estado de Pernambuco:
Poção (1.035 m)

Holotipo: MNRJ 313
Parátipos: ….

GENBANK

Diagnose

(1) Warts on upper eyelid relatively small, all about the same size; (2) a few scarttered enlarged warts on back and sides; (3) a distinctly enlarged smooth postorbital gland; (4) no temporal gland; (5) two enlarged smooth paratoid glands, a greatly attenuated dorsal gland and an ovoid lateral gland; (6) a single moderate glandular ridge on posterior surface of forearm (7) no tibial gland; (8) an irregular mottling of dark brown on a lighter ground color; presence of m. tensor fascia not determined, number of chromosomes and larval characteristics unknown. Savage and Cei (1965)

(1) size large (SVL 51.6–69.4 mm in males, 53.3–76.5 mm in females); (2) snout ver-tical in profile; (3) parotoid glands large, elongated to elliptical; (4) glands on forearms and tibiae absent; (5)dorsum with scattered, shallow glands; (6) elongated gland on the ventrolateral surface of forearm poorly devel-oped; (7) elongated gland along the external border of the tarsus/metatarsus poorly developed; (8) foot webbingformula I 1½–2+II 1½–3+III 2⅔–3 IV vestigial V. Caramaschi & Napoli (2012)

Variações da espécie / Morfotipos

Ecologia e história natural

Essa espécie, de hábito terrestre e coloração críptica, apresenta inúmeras glândulas espalhadas no dorso, glândulas paratóides evidentes e tubérculo metatarsal interno modificado em forma de “pá”, característica que permite o animal se enterrar, evitando o ressecamento. Além disso, esse comportamento de escavação pode ser usado como um mecanismo de defesa. Dados de história natural e ecologia da espécie ainda são escassos. As larvas foram observadas em ambientes lênticos, com profundidade média de 1 m e em ambientes lóticos, com profundidade de aproximadamente 20 cm, formados no período chuvoso. Nas poças, os indivíduos permaneciam tanto no fundo como na superfície dos corpos d’água, sem formar cardumes; nos córregos, nadavam contra a correnteza. (Júnior & Santos 2017)

Resumo

  • Tamanho
  • Habitat
  • Freqüência
  • Atividade
  • Venenoso
  • Hábito
  • Endemismo
  • Sítio de canto
  • Ameaça

Tipo de desenvolvimento

Desenvolvimento indireto, ou seja com a presença de girinos

Reprodução

Modo reprodutivo

Foi registrado amplexo axilar (Júnior & Santos 2017). 

Sítios reprodutivos

Corpos d’água, com profundidade média de 15 cm; solo úmido com algumas rochas e folhiço e vegetação herbácea. (Júnior & Santos 2017).

Época reprodutiva

A presença de chuva é o gatilho ambiental para espécies que utilizam ambientes temporários para se reproduzirem (Ramos, 2010), uma vez que a disponibilidade de sítios aquáticos para reprodução é maior durante a estação chuvosa.

Jan/Fev/Mar/Nov/Dez

Vocalização

Descrição do canto ???

Variações de canto

Girinos

Distribuição Geográfica

É encontrado nas regiões semi-áridas e florestas úmidas do litoral brasileiro. Sendo na Mata Atlântica e no Cerrado do norte de Minas Gerais ao Pernambuco e na Caatinga dos estados do Ceará e Piauí. Endêmico do Brasil.

Informações

Biomas / Eco-regiões

  • Amazônia
  • Cerrado
  • Caatinga
  • Mata Atlântica
  • Pantanal
  • Pampa

Tipos de Ambientes

A espécie ocupa áreas associadas a ambientes temporários lóticos e lênticos, com presença de vegetação. É um generalista em relação ao uso dos microhabitats como, na serrapilheira, entre a vegetação herbácea, no solo (seco a enlameado), enterrados na lama e entre as rochas. (Júnior & Santos 2017).

Galeria de ambientes

Ameaças

Etnobiologia

Unidades de conservação

Galeria de fotos

Créditos

Fotografias

Ilustrações

Vocalizações


Via: H…

Colaborador da página

Álvaro Drumond Araújo
Via: UFMG

Savage, J. M., and J. M. Cei. 1965. A review of the leptodactylid frog genus Odontophrynus

Lisboa, B. S., U. G. da Silva, and C. F. B. Haddad. 2010. Amphibia, Anura, Cycloramphidae, Odontophrynus carvalhoi Savage and Cei, 1965: Distribution extension and geographic distribution map

https://amphibiansoftheworld.amnh.org/Amphibia/Anura/Odontophrynidae/Odontophrynus/Odontophrynus-carvalhoi

F. da Costa, F. A. C. do Nascimento, M. M. Júnior & E. M. dos Santos (2017). Aspectos de vida de Odontophrynus carvalhoi Savage & Cei, 1965 (Amphibia, Anura, Odontophrynidae) em um brejo de altitude no Nordeste brasileiro